Um levantamento feito por um comitê gestor formado pelos institutos Aleias, Alziras, Foz e Travessia Políticas Públicas, com dados coletados entre dezembro de 2023 e março de 2024, coloca o Acre em nono lugar no ranking de mulheres em cargos de liderança. O ranking com a porcentagem de cada estado foi divulgado na página oficial do Centro de Liderança Pública (CLP) nesta quinta-feira, 2.
Foram contabilizadas secretarias, procuradorias, controladorias e casas militares – órgãos que na maioria dos territórios analisados constam como respondentes diretos do chefe do Executivo.
Os dados apontam que as mulheres à frente desses órgãos são altamente qualificadas e possuem sólida experiência profissional no setor público, com maior presença nas pastas do setor social.
O estado com maior participação feminina na gestão é Alagoas, com 54%. Nesta lista, o Acre configurou o nono lugar, com 27% de mulheres nesses setores. Quando analisada apenas a região Norte, o Acre fica atrás apenas do Amapá, que tem 41% de gestoras.
No entanto, o último levantamento feito pela Secretaria de Administração do Estado (Sead) mostra que das 49 secretarias e autarquias em todo o estado, 17 são comandadas por mulheres, ocupando 33,33% da gestão estadual.
A diferença se dá devido à metodologia da pesquisa, que excluiu alguns órgãos da contagem, como ouvidorias, defensorias, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e guardas. O fato de dar destaque ao público feminino também tem como pilar fortalecer a representatividade de um estado com população formada por 50% de mulheres. Dos 830.018 habitantes do Acre, 414.686 são do sexo feminino.
Essa expressão também reflete no número de servidores públicos. Dos 37.600 servidores ativos no Estado, 21.370 são mulheres, ou seja, 56,84%. Os outros 16.230 são homens.
Nesse quesito, o governador Gladson Cameli tem marcado seu nome na história ao retomar a Secretaria Estadual da Mulher, colocar à frente da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas a primeira mulher a assumir o cargo e também ser o primeiro chefe de Estado a empossar uma mulher para o Comando-Geral da Polícia Militar.
O governador destaca que o espaço ocupado pelas mulheres não se trata apenas de uma política de igualdade de gênero, mas de reconhecimento a profissionais que têm uma trajetória marcada pela capacidade de liderar e se destacar nas áreas que atuam.
“Essas líderes não assumem um cargo dessa magnitude apenas por serem mulheres, mas porque são reconhecidas por sua dedicação e trabalho e merecem o reconhecimento. E o que sempre digo é que qualquer um, cumprindo seu papel e dando o seu melhor, pode alcançar qualquer cargo neste estado”, destacou.
Sobre o ranking que dá um destaque positivo ao Acre, Cameli enfatiza que isso reflete a mensagem que seu governo pretende passar à população. “Sou um democrata. Quando vejo esses números, esses índices, me faz crer que a população vai se sentir motivada, as mulheres vão poder ver e acreditar que não há limite para os cargos que estejam aptas a ocupar”.