Acre atinge 94,2% de cobertura e vira destaque nacional na vacinação contra a brucelose

O estado do Acre ganhou destaque nacional durante o Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), realizado nesta semana em Brasília, ao apresentar resultados expressivos na cobertura vacinal contra a brucelose.

O encontro reuniu representantes dos órgãos estaduais de defesa agropecuária de todo o país para discutir avanços, desafios e diretrizes relacionadas à sanidade animal e vegetal no Brasil. Entre os principais temas debatidos estiveram pautas conjuntas com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como o credenciamento de empresas para a realização de inspeção em agroindústrias e o fortalecimento de programas nacionais de controle sanitário.

Em um painel sobre o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal, destacou que o Acre teve um avanço expressivo na cobertura vacinal contra a brucelose. Dados oficiais do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) mostram que o estado alcançou uma das melhores taxas de imunização do país chegando a 94,2% em 2025, um crescimento significativo em relação aos 79% registrados no ano anterior. O resultado não apenas surpreende, como reforça as ações de defesa sanitária animal desenvolvidas no estado.

Painel destacando o elevado índice vacinal da brucelose no Acre. Foto: cedida

A campanha de vacinação é executada pelo governo do Acre, por meio do Idaf, e segue as diretrizes do Ministério da Agricultura. A ação é obrigatória e tem como público-alvo fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses, etapa essencial para o controle e erradicação da brucelose, doença que impacta diretamente a produção pecuária e a saúde pública.

“Esse resultado alcançado é fruto de todo um trabalho com divisão de metas e diretrizes, envolvendo o corpo técnico, que identificou a necessidade de aproximar o produtor rural por meio de capacitações e cursos de vacinação contra a brucelose bovina. Isso ampliou a mão de obra de vacinadores e, ao mesmo tempo, promoveu o engajamento de médicos-veterinários privados na execução do programa, aliado às ações de divulgação”, explica o coordenador do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PECEBT), Jean Carlos Torres.

A vacinação é obrigatória em fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses. Foto: cedida

Outro ponto decisivo foi o investimento em tecnologia. Desde 2021, o Idaf modernizou o sistema de controle da vacinação, permitindo a emissão digital de documentos, como a receita para aquisição da vacina B-19 e RB51, além da declaração online da vacinação por meio do Sistema de Defesa Agropecuária e Florestal (Sisdaf). A integração com revendas agropecuárias também elevou o nível de controle, garantindo respostas mais rápidas e eficientes.

Após a vacinação, as fêmeas devem ser marcadas na face, do lado esquerdo, conforme o tipo de vacina utilizada. Foto: Fabiana Matos/Idaf

O resultado positivo alcançado pelo Acre é atribuído, principalmente, à intensificação das campanhas de divulgação nas redes sociais e ao trabalho de educação sanitária desenvolvido diretamente com produtores rurais, ampliando a conscientização sobre a importância da vacinação.

Ilustração: Idaf

Para o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, José Francisco Thum, o avanço expressivo reflete não apenas a eficiência técnica, mas também o engajamento do setor produtivo.

“Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo, baseado em planejamento, investimento em tecnologia e, principalmente, na dedicação das nossas equipes técnicas em campo. Também é fundamental destacar o papel do produtor rural, que tem sido parceiro nesse processo, entendendo a importância da vacinação para a saúde do rebanho e para a valorização da nossa produção. Seguiremos avançando, com responsabilidade e compromisso, para manter o Acre entre os estados que mais se destacam no país”, afirmou.

O desempenho do Idaf colocou o estado no radar nacional e reforçou seu protagonismo nas discussões sobre o futuro da sanidade agropecuária no Brasil.

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