Tião Viana comemora sete anos da fábrica de camisinhas Natex

A fábrica de preservativos masculinos Natex é um verdadeiro marco para o desenvolvimento sustentável (Foto: Diego Gurgel)

A fábrica de preservativos masculinos Natex é um verdadeiro marco para o desenvolvimento sustentável (Foto: Diego Gurgel)

Com 179 funcionários e 700 famílias que vendem látex nativo para sua produção, a fábrica de preservativos masculinos Natex é um verdadeiro marco para o desenvolvimento sustentável. E completando sete anos de existência e cinco anos de produção em setembro, o governador Tião Viana foi a Xapuri na tarde desta segunda-feira, 2, para comemorar o aniversário da fábrica, que produz hoje 20% de todas as camisinhas distribuídas gratuitamente pelo governo federal no país.

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“Eu quero agradecer desde o pessoal da limpeza até o funcionário mais bem graduado. Essa indústria já está na história e vocês são os atores principais responsáveis por isso”, disse o governador Tião Viana para os funcionários reunidos. “Se dependesse de mim, vocês já seriam donos disso aqui. Eu sonho com o dia que a Natex vai pertencer aos seus funcionários. Por isso não pensem que vocês são apenas funcionários que trabalham para receber os seus salários. Pensem grande”.

Anualmente, cerca de 12 milhões de brasileiros são expostos a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a camisinha é a principal arma contra elas, como a Hepatite, que no Acre já atingiu cerca de 90 mil pessoas. A Natex produz 100 milhões de unidades por ano e o Ministério da Saúde é o único comprador de toda sua produção, num contrato de R$ 10 milhões anuais. O ministro da saúde Alexandre Padilha ligou no momento da celebração para dizer que o contrato de renovação já estava pronto, garantindo mais um ano de trabalho e recursos para a empresa.

Luiz Augusto Azevedo, presidente da Fundação de Tecnologia do Acre, a qual a Natex está ligada, conta que, “Esse é o terceiro aniversário que eu participo desde que me tornei o presidente da Funtac. E para dar os parabéns é necessário agradecer. Agradecer a presidenta Dilma e o ministro Padilha, que compram o nosso produto. Ao produtor, que tira o nosso látex e realiza uma grande logística para trazer ele. E, óbvio, aos funcionários, que produzem essa camisinha de alta qualidade”.

Vale lembrar que a camisinha da Natex é a única do mundo feita com látex de seringal nativo. O senador Aníbal Diniz, que esteve presente na celebração, disse que, “A Natex é um dos frutos mais saborosos desse nosso projeto de desenvolvimento sustentável. Essa indústria tem um significado todo especial para nós. Ela explora matéria prima renovável, que gera melhores condições pro nosso povo e inúmeros resultados”.

Cenário único

A fábrica de camisinhas Natex é a segunda maior empregadora de Xapuri, com vários departamentos técnicos, inclusive um laboratório, tudo certificado com a ISO 9001. Dos 179 empregados, 98% são de Xapuri mesmo. E, em seus cinco anos de funcionamento, 33 funcionários desenvolveram suas carreiras, migrando para cargos superiores.

 “Então eu comecei a trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Completei meus estudos e hoje a fábrica me espelha, ela me dá uma motivação enorme”. Conta  Gevandro dos Santos (Foto: Diego Gurgel)

“Então eu comecei a trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Completei meus estudos e hoje a fábrica me espelha, ela me dá uma motivação enorme”. Conta Gevandro dos Santos (Foto: Diego Gurgel)

A diretora da fábrica, Dirley Bersch, ressalta que, “A ideia da Natex surgiu com o Tião Viana ainda como senador em 1999 e foi levada a frente pelo nosso então governador Jorge Viana. Esse momento hoje pra mim é comemorar a participação que cada pessoa teve aqui dentro. Tem gente aqui com mais de sete anos de Natex, que ajudou na construção, virou funcionário e está com a gente até hoje, construindo e realizando sonhos”.

Os funcionários da fábrica também não se mantém estáticos. Cerca de 20% dos colaboradores tiveram ascensão na carreira, e 23% aumentaram seu nível de escolaridade, com muitos apresentando pós-graduação completa. É o caso de Gevandro dos Santos, que morava no Seringal Espalha, 180km distante de Xapuri, teve que largar a vida no campo e se dirigiu para a cidade em busca de emprego.

“Pra quem mora na zona rural a vida não é fácil. Desde o campo eu tive que aprender a fazer de tudo. E quando eu vim pra Xapuri, eu passava na frente da construção da Natex e eu comecei a sonhar que eu queria trabalhar aqui, mas eu tinha uma barreira, não tinha nem o Ensino Médio completo”, conta Gevandro. “Então eu comecei a trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Completei meus estudos e hoje a fábrica me espelha, ela me dá uma motivação enorme”.

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O que eles disseram

“Nós precisamos dos empregos dentro da cidade e de fixar o homem do campo na sua terra para produzir. Hoje Xapuri vive um momento muito bom, e precisamos continuar essa luta, porque essa fábrica é um modelo daquilo que queremos para o Acre”

Ronald Polanco, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado

“Eu trabalhei com borracha desde os anos 80. Tinha preocupações quando fundaram a fábrica, mas hoje me orgulho muito dela e como deu certo, porque eu defendo Xapuri com o mesmo amor que eu defendo a minha família”
Manoel Moraes, deputado estadual

“Não é fácil completar sete anos com um empreendimento desses em pé. Isso só acontece porque temos aqui uma equipe extraordinária, que ainda se especializa e estuda. A Natex também é uma prova da competência do poder público”
Edvaldo Magalhães, secretário estadual de Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e dos Serviços

“Essa é a única empresa do mundo que produz camisinhas com seringal nativo. E está no Acre. E vocês funcionários são únicos no mundo por isso também. Nós temos que vibrar com a experiência de sucesso que é a Natex”
Raimundo Angelim, assessor do governo

“Esse é um empreendimento voltado para agregar valor ao produto da floresta. É assim que viabilizamos esse modelo de desenvolvimento sustentável que tanto almejamos”
Idésio Frank, presidente do Incra{/xtypo_quote}{/xtypo_rounded2}

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