Vendas no varejo aumentam 2,3% no Acre, aponta IBGE

Acre foi um dos estados que mais apresentou crescimento nas vendas no varejo em outubro, quando comparado a setembro (Foto: Angela Peres/Secom)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, 13, dados que revelam o Acre com crescimento de 2,3% nas vendas no varejo em outubro deste ano, comparado a setembro. O número é bastante expressivo, pois, com a crise econômica, o país acumulou recuo de 0,8% no mesmo período, enquanto nos últimos 12 meses as vendas caíram 8,2% no cenário nacional.

Segundo o IBGE, de setembro para outubro de 2016, na série com ajuste sazonal, as vendas no varejo foram negativas para 15 das 27 Unidades da Federação, com as maiores taxas de variação sendo observadas em Roraima (-1,9%), Piauí e Amapá (ambos com -1,7%). Por outro lado, Acre (2,3%) e Rondônia (1,7%) foram os estados com avanços no volume de vendas mais acentuados para essa comparação.

Esse resultado é fruto da administração do governo liderado por Tião Viana, que ao manter o salário dos servidores em dia tem driblado a crise e garantido o crescimento econômico do Acre.  Já no início de dezembro, o governador anunciou o pagamento do 13º e o salário de dezembro dos servidores públicos estaduais para os dias 23 e 29, respectivamente. Ao todo, o governo do Estado injetará R$ 420 milhões na economia com o cumprimento da folha salarial em dia, com a expectativa de manter o comércio aquecido.

Além disso, o Estado já pagou R$ 22 milhões só este ano em prêmios de valorização. Servidores públicos da segurança, educação e fazenda foram os principais beneficiados com os pagamentos extras. Só o Prêmio de Valorização da Atividade Policial (PVAP), para PMs, civis, bombeiros e agentes penitenciários, pagou quase R$ 10 milhões aos profissionais em três parcelas.

O Acre ainda se destaca como o único da Região Norte – e um dos sete do país – que alcançou superávit primário nas contas de 2016, tendo mais receitas que despesas. O PIB também apresentou crescimento de sua economia em 2014, em relação a 2013, ficando com o quarto maior crescimento do país.