Oportunidades e os desafios

Turismo de base comunitária é tema de roda de conversa durante a Semana Chico Mendes

Debate girou em torno dos desafios e oportunidades do setor (Foto: Angela Peres/Secom)

Como parte da programação da Semana Chico Mendes, foi realizada na quinta-feira, 21, na Biblioteca da Floresta, uma roda de conversa sobre as oportunidades e os desafios do turismo de base comunitária.

Participaram do bate-papo a secretária de Estado de Turismo e Lazer (Setul), Rachel Moreira, e representantes da WWF-Brasil, Comitê Chico Mendes, empresários do ramos e sociedade civil.

Na oportunidade, a gestora da Setul explicou sobre a decisão de fazer um plano de turismo de base comunitária, que faz parte do desenvolvimento estratégico do turismo do Acre 2015-2020.

“Percebemos a necessidade de construirmos esse documento para chegarmos na comunidade e conversarmos com eles sobre o que é o turismo, o que eles esperam disso, qual o potencial do local e o que eles podem fazer”, diz Rachel.

A primeira das oito comunidades a receber o plano foi a do Croa, em Cruzeiro do Sul. “Antes, eles recebiam lá cerca de 20 a 30 turistas por semana. Agora, esse número deu um salto para 60. Com isso, a comunidade já construiu duas pousadas, sem precisar de dinheiro público, apenas com o lucro deles. E é isso que nós queremos enquanto governo, que eles tenham autonomia de crescer fazendo o turismo.”

Rachel ainda compartilhou que, a partir deste modelo, foi possível colocar o turismo de base comunitária dentro do convênio do REM, do banco alemão KFW.

“O governador Tião Viana e a equipe foram para a COP 23 e lá assinaram um convênio de 10 milhões voltados para este setor. A primeira fase será aplicada a partir de abril, e é dividida para cinco planos, sendo um deles para a Trilha Chico Mendes. A ideia é construir o documento junto com a comunidade e qualificá-los dentro dos ramos que eles expuserem, seja gastronomia, atendimento ou hospedagem, entre outros”, salienta a secretária.

Segundo o representante do coletivo Travessias na Floresta, Carlos Alberto Araújo, o tesouro do turismo de base comunitária são as pessoas que vivem nas localidades que recebem seus visitantes. “Hoje, a experiência de quem está viajando são é exclusivamente a beleza do lugar, é um conjunto que integra tudo aquilo, como as pessoas que lá vivem, poder conversar com eles, dormir nas casas, almoçar ou jantar junto, para que possam ter essa vivência diferenciada”, ressalta.