Suely Melo avalia resultado da simulação para casos suspeitos de ebola

O treinamento foi programado como parte do processo de preparação do Brasil
Treinamento foi programado como parte do processo de preparação do Brasil (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Em entrevista coletiva à imprensa, realizada na tarde desta quarta-feira, 3, na sede da Secretaria de Estado de Saúde, a secretária Suely Melo falou sobre a simulação de treinamento para equipes de saúde em caso suspeito de ebola em viajante internacional. A simulação se deu na manhã de hoje, no Hospital Raimundo Chaar, em Brasileia.

De acordo com Suely, o simulado teve como objetivo colocar em prática os protocolos do Plano de Contingência estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS) para casos suspeitos de ebola na fronteira do estado.

“Mais de cem servidores estiveram envolvidos no treinamento. Eles participaram de ações que vão desde a identificação do caso suspeito, sua chegada, isolamento e manejo dentro do hospital, a paramentação desses servidores e uma simulação de transporte do paciente à unidade de referência, que é o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco [Huerb]”, disse a secretária.

Suely avaliou como positivo o resultado da simulação. “As equipes envolvidas responderam de acordo com o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde, mostrando que estão preparadas para agir diante de um caso suspeito da doença no estado”, comentou.

A secretária enfatiza que 80% dos imigrantes que entram no Acre pela fronteira são haitianos e nenhum deles foi identificado como oriundo de locais onde estão ocorrendo casos de ebola.

Simulação – O exercício teve início com a entrada do paciente de Serra Leoa (país da África Ocidental com transmissão de ebola) no Hospital Estadual Raimundo Chaar. Professor de história e estudante da língua portuguesa, 42 anos, o paciente relatou febre e mal-estar no dia anterior, sendo 18 dias entre a saída de países afetados pelo vírus ebola e o início dos sintomas, enquadrando-se, assim, na definição de caso suspeito.

O objetivo é preparar a rede de vigilância em saúde para um eventual caso suspeito de ebola (Foto: Diego Gurgel/Secom)
Objetivo é preparar a rede de vigilância em saúde para um eventual caso suspeito de ebola (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Após a entrega do passaporte na recepção do hospital, deu-se início o protocolo de resposta hospitalar. Uma equipe de enfermagem foi chamada pelo funcionário da recepção, que constatou tratar-se de um caso suspeito de ebola. O paciente foi imediatamente isolado para iniciar a investigação. Um médico da unidade, vestindo equipamento de proteção individual (EPI), iniciou a entrevista, que busca relembrar todos os fatos relacionados com a doença e à pessoa doente, a fim de ajudar no seu diagnóstico.

Enquanto isso, o Núcleo de Vigilância do Hospital notificou o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/SES-AC) da Secretaria de Saúde do Estado e a Secretaria de Saúde de Brasileia. Em seguida, o CIEVS comunicou à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, por meio do Disque-Notifica.

Depois de exames clínicos e da estabilização do paciente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para fazer seu transporte à capital Rio Branco para tratamento, até que o Ministério da Saúde remova o paciente ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Vale ressaltar que, como a simulação foi para treinamento da unidade de saúde de Brasileia, a pessoa – que seria o caso suspeito – não foi transportada para Rio Branco nem para o Rio de Janeiro.

Além do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde do Acre, a ação contou com a participação das secretarias de Brasileia, Assis Brasil e Epitaciolândia, além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Samu.

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