Educação inclusiva

Semana do Autismo começa com workshop sobre educação inclusiva

Conhecido por todos, compreendido por poucos. Quando o assunto é autismo, boa parte das pessoas ainda não sabe ou entende exatamente do que se trata. O autismo, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma espécie de pane do desenvolvimento neurológico, que afeta os processos de linguagem, comunicação, interação e comportamento social da criança.

Nesta segunda-feira, 2, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, e para iniciar as ações em alusão à data, o governo do Estado e o Centro de Ensino Especial Dom Bosco promovem um workshop sobre a convivência, a sociabilidade e a educação inclusiva dos autistas nas redes de ensino do Acre. O evento será no auditório da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), das 14 às 17 horas.

“Nosso objetivo maior é sempre trabalhar com a inclusão escolar. Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, no workshop vamos ter a oportunidade de levantar um debate maior sobre o assunto com a participação de médicos, professores e familiares. Fazendo um panorama de como o atendimento educacional especializado está sendo desenvolvido no nosso estado. Mais importante nesse evento é mostrar que para o bom desenvolvimento da pessoa com autismo é preciso essa integração entre os profissionais, os terapeutas, as famílias e a escola. Esse é nosso maior objetivo”, destaca Giselle Moraes, professora formadora do Centro de Ensino Especial Dom Bosco.

Sinais podem identificar criança com TEA

Pesquisadores americanos descobriram que certos sinais na criança podem indicar o autismo, por isso é importante que os pais observem o modo como o bebê olha para objetos, o jeito que ele pede o que deseja e como reage quando lhe apontam para alguma direção.

De uma forma geral e resumidamente, os sinais do Transtornos do Espectro Autista, relacionam-se a três áreas mais dominantes, que são elas:

Interação social: as crianças têm dificuldade para estabelecer contato visual ou físico. Bebês, por exemplo, podem não fixar os olhos nos adultos cuidadores. Dificuldade em compreender as emoções dos outros é outra característica; o que dificulta os relacionamentos sociais.

Comunicação verbal ou não verbal dificultada e/ou prejudicada.

Comportamento: as crianças com TEA tendem a ter gestos repetitivos, contínuos e estereotipados, gostam de repetir o que estão fazendo e detestam mudanças de rotina.

Os sinais mais evidentes de autismo aparecem geralmente após os 2 anos e meio de idade. Os meninos são mais frequentemente acometidos.  As causas ainda não são plenamente esclarecidas pela ciência e a intensidade dos sintomas varia bastante, por isso o diagnóstico só pode ser realizado por uma equipe multiprofissional treinada.

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Centro de Atendimento Educacional Especializado Dom Bosco e Centro de Saúde Barral Y Barral são alguns dos pontos de referência em autismo na capital.

Em 2015, o governador Tião Viana sancionou a lei 2.976, que institui a política estadual de proteção dos direitos da pessoa com TEA, que estabelece diretrizes para sua consecução.

A inclusão dos estudantes com TEA nas classes comuns do ensino regular com a garantia de atendimento educacional especializado gratuito e o atendimento educacional domiciliar quando não for possível a inserção nas classes comuns do ensino regular são algumas das garantias previstas na lei.