Programa Florestas Plantadas incentiva o plantio de seringueiras no Acre

Viveiro cultiva seringueiras. Em seis anos já produziu cerca de 800 mil mudas (Foto: Leônidas Badaró)
Viveiro cultiva seringueiras. Em seis anos já produziu cerca de 800 mil mudas (Foto: Leônidas Badaró)

Na tarde de terça-feira, 17, os secretários de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Glenílson Figueiredo, e de Agropecuária (Seap) José Carlos Reis, visitaram, acompanhados de técnicos dos dois órgãos, um viveiro de plantio de seringueiras.

Há seis anos o governo do Acre criou o Programa Florestas Plantadas. O objetivo é incentivar o cultivo de plantas da própria região, com ênfase ao plantio de seringueiras. Com o apoio do governo, seis empresários decidiram apostar na ideia e montaram viveiros para o cultivo de mudas da seringa.

Na propriedade de Cléber Barbosa são dez hectares destinadas ao cultivo da seringueira. “Depois que o governo iniciou esse programa a gente preparou um campo de produção e capacitamos mão de obra, já que no início foi preciso trazer de outros estados”, destaca o produtor rural que há cinco anos fornece mudas de seringueiras para o governo do Acre.

Para o sucesso do viveiro foi preciso investimento em tecnologia. A engenheira Florestal Mírian Barbosa afirma que todo o processo para o cultivo das mudas é cuidadosamente pensado. “Trabalhamos com sementes que já deram certo aqui no estado, temos 11 clones de seringueiras resistentes a pragas e que apresentam melhor produtividade”.

O período de plantio da semente até a muda pronta para ser plantada dura cerca de um ano.

Distribuição para produtores familiares

Desde que foi criado, o Programa Florestas Plantadas já distribuiu mais de 1 milhão e 500 mil mudas de seringueiras, atendendo cerca de 1.800 famílias de pequenos produtores familiares, já que o plantio máximo permitido é de dois hectares.

Atualmente, existem 300 mil mudas prontas para serem distribuídas para extrativistas e produtores em projetos de assentamento de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri e Capixaba.

“Esse projeto é importante em todos os sentidos. Revitalizamos as áreas degradadas e investimos em uma atividade tradicional da nossa economia que tem uma grande demanda no mercado nacional e internacional”, afirma Glenílson Figueiredo, gestor da Seaprof.