Produtores do Polo Agroflorestal e Comunidade Olivença trocam experiências para desenvolver horticul

Ação é parte do projeto ‘Inclusão sócio produtiva por meio do fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis’, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDES) em parceria com o governo do Estado (Foto: Onofre Brito/Secom)

A Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento para a Segurança Social (SEDDS) realizaram no fim de semana um dia de intercâmbio com troca de experiências entre agricultores do Pólo Agroflorestal, situado no município de Mâncio Lima e da comunidade de 0livença, no município de Cruzeiro do Sul. A ação é parte do projeto ‘Inclusão sócio produtiva por meio do fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis’, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDES) em parceria com o governo do Estado.

Durante todo o dia, 12 famílias da comunidade Olivença e 8 famílias do Polo Agroflorestal participaram de atividades sob a batuta das técnicas Ivanilde, Nathiely, Lidiane e Gleiciane, sendo uma das principais a visita à área de hortas da anfitriã do evento, Maria Antônia do Nascimento, que tem propriedade no pólo agroflorestal e que, junto com o marido, cultiva couve, alface, cebola, coentro, pimenta e maxixe que comercializa em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima.

Segundo o gerente da Seaprof em Cruzeiro do Sul, Valdemir Neto, os horticultores do pólo agroflorestal já tem um trabalho forte na produção de hortaliças enquanto os trabalhadores de Olivença produzem de forma tradicional mas não tem uma organização social e da produção para desenvolver a comunidade. O objetivo é fazer com que eles possam organizar sua produção e melhorar a qualidade de vida.

Neto explica que em todo o Estado estão ocorrendo eventos de intercâmbio especialmente no âmbito dos ‘roçados sustentáveis’ e do Proacre em relação às comunidades isoladas. “Esta troca de experiências está dando certo; Há muita diferença entre falar de uma experiência e ver o que está acontecendo na prática”.

No afã de desenvolver a horticultura –explica Neto – o governo fornece assistência técnica ajuda na organização comunitária dos produtores e o fomento. A comunidade do pólo já recebeu apoio na estrutura, algumas comunidades (Asssis Brasil, Macacheiral) já receberam casas de vegetação (estufas) e é o que vai acontecer a partir de agora com a comunidade Olivença.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cruzeiro do Sul, João Silva Nascimento, conhecido por Todo Feio, diz que a maior dificuldade na agricultura e horticultura é exatamente produzir para sobreviver com menos dificuldade. “A gente vê a felicidade estampada no rosto dessas pessoas que estão recebendo o benefício. O meu sonho é realizar os sonhos dos outros e graças a Deus estamos conseguindo. A comunidade Olivença é muito próxima e ainda assim isolada. A partir desse trabalho vai começar a acontecer este desenvolvimento”.

O presidente da Associação dos produtores de Olivença, Jordanei Gomes da Cunha, também ficou animado com o intercâmbio: “Nossa situação é difícil, mas com esta experiência a gente vai ter futuro; nós vamos aumentar nossa produção”.