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Primeiro canil penitenciário é inaugurado em Senador Guiomard

O cão é considerado o melhor amigo do homem e, no que diz respeito à segurança, é possível afirmar que é o melhor amigo da sociedade. Nos presídios, os animais fazem o trabalho de guarda e proteção, o que auxilia na manutenção da ordem e da disciplina.

Observada a necessidade de se estruturar um serviço com maior qualidade e eficiência na utilização de cães nos presídios do Acre, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) inaugurou nesta sexta-feira, 7, o primeiro canil instalado dentro de uma unidade penitenciária. O prédio construído com recursos próprios, em parceria com o Poder Judiciário, está localizado na Unidade Penitenciária do Quinari (UPQ), em Senador Guiomard, e custou R$ 20 mil em materiais, sendo utilizado como mão de obra o trabalho dos próprios detentos.

O canil conta com depósito de ração, sala de trato, alojamento para os adestradores e local destinado para abrigar os animais Foto: Divulgação UPQ

O presidente do Iapen, Lucas Gomes, ressaltou que esta é apenas a primeira estrutura inaugurada e que a autarquia já trabalha desde 2012 com a utilização de cães. “Nós já temos um outro canil em construção, no presídio de Cruzeiro do Sul e, ainda, um projeto aprovado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para a construção do canil do Complexo Penitenciário de Rio Branco, com um recurso de mais de R$ 500 mil”, afirmou.

Glauber Feitosa, diretor da UPQ, destacou a parceria realizada com o poder judiciário, por meio do juiz de direito da Vara de Execução Penal da Comarca de Senador Guiomard, Romário Divino, que ajudou na efetividade do projeto. “Foram 14 meses desde o planejamento até a conclusão. Assim, criamos essa que é a primeira célula do canil que se estrutura dentro do sistema penitenciário”, ressaltou.

Ele ainda frisou o fato de que o espaço começa a funcionar com material, medicamentos e rações. “Tudo isso com apoio do poder judiciário que colaborou por meio do direcionamento de valores oriundos do cumprimento de penas pecuniárias”, disse.

Durante o evento, os instrutores realizaram demonstrações com os animais Foto: Elenilson Oliveira

Durante cerca de dois meses, 26 presos trabalharam na construção do espaço. O juiz de direito, Romário Divino, parabenizou a iniciativa do Iapen e destacou que os desafios da gestão são grandes e complexos. “Esse é o tipo de projeto que, ao ser implantado, maximiza a potencialidade que já temos. São soluções simples que dão grandes resultados. Nós temos uma unidade aqui que já pode servir de exemplo para o estado. Soluções simples como essas trazem grandes diferenças”, ratificou.

Diferencial

O canil do Iapen, que atualmente funciona no espaço do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), trabalha com cães de vigilância, faro e guarda. Sendo que o principal diferencial é a utilização do corredor de segurança, onde os animais são soltos no entorno dos pavilhões para ampliar o campo de guarda do ambiente.

De acordo com o cinotécnico Laurênio Melo, nos presídios de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul o corredor de segurança é utilizado com cães penitenciários, que fazem toda a contenção da muralha além de avisar caso haja tentativa de fuga e contribuem com o fortalecimento da segurança.