Histórias de vida

Por trás do balcão, histórias de fé, amor e superação

Quem circula pela Praça da Revolução neste fim de semana encontra diversos empreendimentos de artesanato, jardinagem e alimentação com a realização da Feira de Pequenos Negócios de Sucesso. Ao todo, são 80 empreendimentos e muitas histórias de fé, amor e superação para contar.

Maria Inês se dedicou ao trabalho para superar a morte da mãe e do marido (Foto: Angela Peres/Secom)

No balcão, o cliente encontra doces e salgados, artesanatos de pano e produtos da floresta, plantas e pequenos animais. Por trás do balcão, o que se encontra são pessoas que fazem do trabalho um motivo de superação para os desafios da vida. É o que conta a artesã Maria Inês Batista. Há mais de 15 anos, ela costura, borda e faz crochê em objetos de decoração para cozinha. De um ano e meio para cá, Maria Inês perdeu o marido e a mãe. Desde então, se entregou ao trabalho para superar a morte de pessoas queridas e evitar a depressão.

“Enquanto trabalho, passam muitas coisas na minha cabeça, mas procuro não lembrar das coisas ruins. Agora tenho mais um motivo de alegria. Já era avó do Carlos Henrique, de cinco anos, e, há poucos dias, chegou uma netinha, a Maria Luiza. Minha missão agora é viver por mim e por eles”, diz orgulhosa.

Quem também faz tudo pela neta é a doceira Maria Raimunda de Souza, que agora cria a pequena Ester como filha. Há 26 anos, Raimunda faz doces e bombons confeitados. Antes, vendia de porta em porta, mas agora é certificada pela Secretaria de Pequenos Negócios do Acre e vende na feira da Economia Solidária.

“Bom mesmo é trabalhar naquilo que se gosta. Minhas amigas dizem para eu mudar de ramo, fazer outra coisa. Eu até tento, mas gosto é de fazer os doces e os chocolates”, confessa a doceira. Durante a entrevista, Raimunda sai correndo da barraca atrás da filha. Volta pouco tempo depois com Ester, de três anos, nos braços. A vida de mãe e empreendedora não é fácil, mas ela garante: “quando se faz com amor, tudo dá certo”.

Há 26 anos, Maria Raimunda trabalha como doceira e não troca a especialidade por nenhuma outra (Foto: Angela Peres/Secom)

Um jardineiro de fé

Antes de ser jardineiro, Antônio Raimundo da Silva trabalhou como seringueiro, agricultor, peão de fazenda, marreteiro e estivador marítimo. Depois de sofrer um acidente de trabalho, buscou refúgio na espiritualidade e encontrou no daime a resposta para as suas perguntas.

“Fui buscar com Deus, para ele me ensinar o que eu poderia fazer na minha vida. Recebi orientação de São Francisco de Assis para ser jardineiro. Não sei ler, nem escrever, mas recebi de Deus uma graça muito grande”, conta.

Hoje, Antônio trabalha no quintal de casa, vende plantas e flores na feira e ainda receita remédios caseiros para quem precisa. “Estou sempre à disposição. Me sinto feliz a cada diz que amanheço, agradeço a meu pai, dou ‘bom dia’ ao dia e sigo adiante.”

Antônio Raimundo recebeu orientação de São Francisco de Assis para ser jardineiro (Foto: Angela Peres/Secom)

Feirinha na Praça da Revolução

Com muita variedade a oferecer ao público a feira realizada pela Secretaria de Estado de Pequenos Negócios  (SEPN) é mais uma opção de entretenimento. Os expositores permanecem no local das 17 às 22 horas deste domingo, 17.