Polícia Civil do Acre prende quadrilha internacional

Grupo tem ramificações no exterior e agia na fronteira entre o Brasil, o Peru e a Bolívia

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A operação, com a participação de mais de 30 investigadores da Divisão de Investigações Criminais e sob o comando dos delegados Roberth Alencar fez a prisão de seis integrantes da quadrilha (Foto: Assessoria Polícia Civil)

Uma quadrilha internacional especializada em arrombamento de caixas eletrônicos, formada por quatro catarinenses e dois acreanos, que agia no Brasil, Peru e Bolívia e seria responsável por dezenas de furtos a terminais bancários em pelo menos nove Estados do Brasil, foi presa nesta madrugada, em Rio Branco.

A operação, com a participação de mais de 30 investigadores da Divisão de Investigações Criminais (DIC), sob o comando dos delegados Roberth Alencar e Adriano Carrasco, culminou com a prisão de seis integrantes da quadrilha. Após semanas de investigações, integrantes da DIC conseguiram identificar uma residência da Travessa Tefé, no bairro Nova Estação, onde estava hospedado o bando, que planejava arrombar e furtar terminais bancários, além de cofres forte de instituições financeiras na região. Todos foram presos e indiciados por formação de quadrilha.

Os criminosos agiam na capital e cidades adjacentes e nos Estados de Rondônia e Amazonas. O grupo é investigado por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas no sul do Brasil e suspeito de planejar arrombamentos a bancos na Bolívia e Peru. Na residência alvo da ordem de busca, foram presos Valter Carlos Mendes, 28, Ênio Anderson dos Santos, 32, Helmit Erdmamm Netto, 30, e Luiz Fernando Lopes, 35, todos naturais de Santa Catarina, além dos acreanos Moacir Pereira da Costa (dono da casa) e seu filho Moacir Júnior.

Com a quadrilha a Polícia Civil apreendeu um cilindro de oxigênio com um bico de maçarico, usado para arrombar caixas eletrônicos, torno elétrico, botijão de gás, colas especiais, bomba elétrica de resfriamento, pé-de-cabra, balança de precisão e dezenas de objetos usados em rupturas de materiais de fibra e aço.

Na sede da Delegacia Antiassalto da Polícia Civil (DAPC), para onde a quadrilha foi conduzida, após uma consulta ao sistema SIGO o delegado Roberth Alencar descobriu que Erdmamm Netto, que seria o líder da quadrilha, tem cinco mandados de prisão em diversas cidades brasileiras, todos por crimes do gênero.

Helmit tem passagens pela polícia de mais nove Estados. Ênio dos Santos tem prisão decretada pela Justiça de Santa Catarina e responde a outros cinco inquéritos. Os demais membros também possuem passagem pela polícia. A participação dos dois acreanos era para o apoio logístico, missão de Moacir Pereira da Costa, ex-presidiário, que fornecia a casa e alimentação para todos os membros da quadrilha. Moacir Júnior tinha a incumbência de mapear os locais onde seriam praticados os arrombamentos, melhor horário e transporte do grupo.

A intervenção da Polícia Civil neutralizou as pretensões da quadrilha, que na sexta-feira iria arrombar o Banco do Brasil de Boca do Acre (AM). No sábado eles iriam a Senador Guiomard, a 24 km da capital, roubar a sede dos Correios.

Segundo o delegado Roberth Alencar, que coordenou a Operação Maçarico, a Polícia Civil do Acre agiu de forma eficiente e pontual, mostrou todo o potencial de seus homens tanto nos aspectos investigativo e operacional e assim conseguiu desvendar a autoria de alguns arrombamentos de caixas eletrônicos ocorridos nos últimos meses.

Em depoimento ao delegado Roberth Alencar, um dos integrantes da quadrilha confessou que um único arrombamento rendia um lucro médio de R$ 7 mil para cada membro do bando. Assim, após alguns golpes, apuravam quantia suficiente para a compra de carros de luxo e caminhões, que eram vendidos em seus Estados de origem.

Para Emylson Farias, secretário da Polícia Civil, a operação policial demonstrou o grau de comprometimento dos investigadores, o que possibilitou aplicar duro golpe contra uma quadrilha complexa. “Isso aumenta a sensação de segurança”, disse o chefe de polícia.

Ele ressaltou que está  mantendo contato com os chefes de polícia de outros Estados onde a quadrilha violou terminais bancários para roubar.