Órgãos internacionais avaliam programa Quero Ler

Visita vai avaliar eficiência do Quero Ler (Foto: Eduardo Gomes)

Durante esta semana, representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e do Banco Mundial estão em visita ao estado para a avaliar a eficiência do programa estadual Quero Ler.  Esta é uma visita solicitada pelo governo para mensurar o trabalho realizado para que o Acre declare o fim do analfabetismo.

A especialista em educação do Banco Mundial, Maria Madalena Rodrigues dos Santos, explica que a instituição já vê avanços realizados pelo Quero Ler, que tem parte do seu financiamento realizado com apoio do Banco. “Temos acompanhado o programa desde o começo e percebemos que já houve um avanço muito grande, que as experiências são muito interessantes. Até agora, o que vimos é bastante satisfatório. Vamos aprofundar os conhecimentos sobre o programa porque tudo, mesmo que seja muito bom, sempre tem alguma coisa para melhorar. É isso que a gente espera como resultado dessa avaliação”, afirma.

A princípio, a Secretaria de Estado de Educação e Esporte apresentou o funcionamento do programa, as metodologias aplicadas e como ele está estruturado (Foto: Eduardo Gomes)

Nessa primeira visita da Unesco, a Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) apresentou o funcionamento do projeto, as metodologias aplicadas e como ele está estruturado. A oficial de projetos no setor de educação da organização, Lorena de Souza Carvalho, explica que a Unesco propôs ao Estado um acordo de cooperação técnica para que a avaliação possa se realizar.

“Nesse acordo, a gente vai desenvolver a avaliação do programa. Ontem nós conhecemos o Quero Ler, visitamos algumas escolas, fomos à formação de docentes e vimos algumas salas de aula. Nos reunimos com o secretário de Educação, que explicou como funciona a iniciativa, e vamos desenhar o formato dessa avaliação e do nosso acordo de cooperação para que, em breve, possamos começar a desenvolver a avaliação em si”, disse Lorena.

Para o secretário adjunto de Educação e coordenador do Quero Ler, Evaldo Viana, essa é uma oportunidade de saber, por parte da Unesco, os acertos e as melhorias que precisam ser feitos no programa, para que assim ele possa ser referência não só no Acre, mas em outras partes do mundo, na garantia da oportunidade de aprendizagem das pessoas acima de 15 anos que não puderam estudar na época certa.

“Nós ficamos felizes que e Unesco atendeu ao convite do governo do Acre para avaliar o programa que já referência no estado no combate ao analfabetismo. E a gente acredita muito no programa por conta dos resultados que nós já obtivemos, pelas mudanças que nós temos visto na vida das pessoas”, avaliou Viana.

Trabalho de muitas mãos

O início do programa foi marcado pela colaboração de vários setores governamentais e não governamentais para atrair as pessoas que necessitavam ser alfabetizadas. Ainda segundo Evaldo Viana o grande desafio é que as pessoas não só tenham só tenham acesso aos serviços, mas que aprendam de fato a ler e escrever.

“O Quero Ler chegou às aldeias indígenas, às igrejas, às associações de moradores. Todos participaram e continuam participando da mobilização para garantir que a comunidade tenha acesso ao programa e realmente possa aprender a ler. Nosso segundo desafio é para que as pessoas ingressem na Educação de Jovens e Adultos [EJA], não voltando a ser analfabeto funcional”, relembrou o secretário adjunto.

O programa é executado desde o último ano com um investimento de R$ 42 milhões do governo do Estado, com apoio do Banco Mundial. Já foram alfabetizadas cerca de 51 mil pessoas até o momento, e para a próxima etapa, o governo busca o investimento de mais R$ 15 milhões no EJA, dando continuidade ao aprendizado. O Quero Ler é uma ousadia do governo de Tião Viana para que o Acre se torne o primeiro estado brasileiro a declarar o fim do analfabetismo.

Leia também: Mais de 51 mil pessoas já foram alfabetizadas pelo Quero Ler desde 2016

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