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Na Semana Chico Mendes, debate marca práticas sustentáveis no Acre

Debate sobre práticas sustentáveis e participativas teve como base a experiência do Acre e sua participação na Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (Foto: Alexandre Noronha/Secom)

Como parte da programação da Semana Chico Mendes, foi realizado na tarde desta terça-feira, 20, no auditório da Biblioteca da Floresta, um debate sobre práticas sustentáveis e participativas, tendo como base a experiência do Acre e sua participação na Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP) deste ano, na Alemanha.

Participaram do debate a presidente do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Magaly Medeiros, o assessor especial dos Povos Indígenas, Zezinho Kaxinawá, ambos participantes da COP23, além da estudante de engenharia florestal, Ana Clara, e a representante da Associação dos Professores Indígenas, Alana Manchineri.

Magaly Medeiros ressaltou como a figura do seringueiro e ambientalista Chico Mendes conseguiu mobilizar o mundo na ideia de que homem e floresta podem conviver sem práticas predatórias. E a COP foi esse momento de discutir desenvolvimento com preservação ambiental.

“Hoje o Acre está na vanguarda de políticas ambientais e da discussão do clima. Somos o único estado do país com um IMC e chegamos na COP23 com uma redução de 64% no desmatamento ilegal nos últimos doze anos, apostando em desenvolvimento econômico e social aliado a preservação ambiental”, conta Magaly.

O assessor dos povos indígenas, Zezinho Kaxinawá, destacou ainda como hoje todos os povos indígenas tem tomado contrapartida nas tomadas de decisões de políticas públicas no governo do Acre, seguido pelas preocupações de Alana Manchineri sobre como práticas predatórias no mundo todo afetam populações tradicionais.

A estudante de engenharia Ana Clara enriqueceu ainda o debate destacando preocupações com aberturas na legislação federal que podem prejudicar e trazer retrocessos na política nacional de preservação ambiental.