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Na Praça da Revolução, Dom Bosco encerra programação da Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

A Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE), por meio da Diretoria de Ensino e o Centro de Ensino Especial Dom Bosco, encerrou a programação em alusão a Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, na manhã desta sexta-feira, 27, com ação na Praça com da Revolução, envolvendo os profissionais da Educação, pais e alunos.

A ação contou com atividades culturais como o show musical infantil Adoletá e apresentação do grupo Ciranda de Leitura do Centro de Multimeios e a Oficina de Livre Expressão Artística do Centro de Convivência e Cultura Arte de Ser (CECCO), com patrocínio da Água Minerale.

A programação que iniciou dia 23, encerra nesta sexta-feira, 27 com uma ação na Praça da Revolução. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O evento teve como finalidade dar visibilidade para a semana e conscientizar a sociedade, além de incentivar o respeito, a igualdade e a dignidade da pessoa com deficiência intelectual e múltipla.

“Realizamos este ato aqui na praça para chamar a atenção da sociedade para as pessoas que têm deficiência, pois eles não são vistos. Eu sei que tem muitas leis e tem políticas públicas voltadas para eles, mas ainda não atendem as reais necessidades dessas pessoas”, declarou a gestora do Dom Bosco, Ângela Tessina.

Abertura da programação de encerramento da Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A semana foi especialmente pensada para oferecer uma programação diversificada com atividades remotas, jogos, músicas, pintura, atividades impressas e relatos das famílias contando as superações e as dificuldades dos alunos.

“Temos que reafirmar à nossa sociedade o compromisso com a educação para as pessoas com deficiência intelectual e múltipla, o quanto este compromisso vem se concretizando nas boas práticas, nas boas ações que a equipe do Dom Bosco e das unidades de Educação Especial da rede estadual e das escolas das redes estadual e municipal desenvolvem, que buscam concretizar a educação inclusiva,” pontuou a secretária de Educação, Socorro Neri.

Oficina de Livre Expressão Artística do Centro de Convivência e Cultura Arte de Ser. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O Dom Bosco atende atualmente 336 alunos e desde o início da pandemia os estudantes estão sendo atendidos de forma remota. Os professores orientam e as atividades são desenvolvidas em casa. Em nenhum momento eles ficaram desassistidos e a escola afirma que tem dado certo.

“Esta semana serve para mostrar para as pessoas que as deficiências estão neles e não nas nossas crianças. Elas são muito discriminadas, junto com elas, nós mães, pois tem horas que ficamos tão constrangidas que choramos de tristeza. Queria pedir para cada cidadão que quando ver uma criança especial com qualquer tipo de deficiência que olhem com amor e não com preconceito e desprezo” declarou a srª Fabiana Ferreira, mãe de uma aluna especial.

A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino da Educação Básica. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Educação Especial

A Educação Especial é responsável por desenvolver ações inerentes às políticas públicas em educação especial, com o objetivo de garantir condições de acesso, participação, permanência e aprendizagem no ensino comum dos estudantes com deficiências, transtornos globais de desenvolvimento/transtorno do espectro autista, altas habilidades/superdotação, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade – TDAH, dislexia, discalculia, disortografia, disgrafia e distúrbio do processamento auditivo central.

A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino da Educação Básica, com abrangência na capital Rio Branco e nos 21 municípios do estado por meio do atendimento educacional especializado (AEE) que configura-se como parte do processo educacional, podendo ser realizado no turno de escolarização com o trabalho colaborativo dos profissionais da educação especial e no turno inverso, pelo professor especializado, em salas de recursos multifuncionais.

A Educação Especial realiza formação continuada, orientação pedagógica especializada e suporte específico nas áreas das deficiências, transtornos e altas habilidades por meio do Núcleo de Formação Especializada, do Núcleo de Acompanhamento e Orientação Pedagógica Especializada e dos Núcleos /Centros de Apoio à Inclusão

Números da Educação Especial

Escolas Inclusivas – 364

Alunos matriculados – 7.838

Alunos em Sala de Recursos Multifuncionais – 4.734

Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) – 215

Professor de SEM – 366

Professor Mediador – 314

Professor Intérprete – 55

Professor de Libras – 5

Professor do Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD) – 51

Professor de Classe Hospitalar – 4

Assistente Educacional – 940

Escolas com Atendimento Pedagógico Domiciliar – 42

Alunos do APD – 75

Classe Hospitalar – 4

Alunos da Classe Hospitalar – 59

NAAH/S – altas habilidades/superdotação, atende – 132 alunos