Ministério confirma cancelamento do Enem

Ministro vai pedir que Polícia Federal investigue vazamento de prova do exame; novas provas devem ser remarcadas no prazo de 30 a 45 dias

misnitro_fernando_abr.jpgO Ministério da Educação acaba de divulgar comunicado oficial sobre o adiamento da prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). As provas deverão ser realizadas em 30 a 45 dias. Em razão do adiamento, o resultado final das provas, que estava previsto para 8 de janeiro, deve atrasar em cerca de um mês.

Segundo a nota, após a reorganização da logística de aplicação do novo teste, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do ministério responsável pelo exame, irá comunicar aos participantes, por telefone e pela internet, as novas datas e locais do exame.

O Enem seria realizado neste fim de semana – 3 e 4 de outubro – mas foi cancelado porque a prova teria vazado. Segundo a nota oficial do MEC, esse adiamento se deu justamente "por motivos de segurança". O texto reafirma que já foram tomadas providências no Ministério da Justiça e na Polícia Federal no sentido de apurar responsabilidades criminais relativas ao vazamento.

Cerca de 4,1 milhões de candidatos eram esperados para o exame. As provas seriam aplicadas nos próximos dias 3 e 4 em 113.857 salas de 10.385 escolas diferentes.

A partir deste ano, o Enem é requisito para a entrada em pelo menos 40 universidades federais, além de ser necessário para quem disputa uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni).

MEC vai pedir que Polícia Federal investigue vazamento de prova do Enem 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje (1º) que vai pedir à Polícia Federal que investigue o vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

"Vou pedir ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para colocar a Polícia Federal no caso. Tenho convicção de que vamos chegar aos responsáveis para puni-los exemplarmente", afirmou durante o programa Repórter Brasil da TV Brasil. "Isso é caso de cadeia. Não se pode furtar uma prova, torná-la pública e prejudicar a vida educacional do país", acrescentou.

Haddad disse ainda que o processo de segurança vai ser revisto e quer que PF participe do novo processo de impressão das provas.

 

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