Iniciados no Juruá Programas de Piscicultura, Florestas Plantadas e Mecanização Agrícola

Governo vai consolidar e fortalecer a economia acreana com a agricultura familiar

a_construcao_de_tanques_para_criacao_de_peixe_e_alternativa_de_renda_aos_produtores_familiares_de_mancio_lima.jpg

A construção de tanques para criação de peixe é alternativa de renda aos produtores familiares de Mâncio Lima (Foto: Assessoria Seaprof)

em_visita_ao_povo_puyanawa_lourivam_marques_reforcou_o_apoio_para_a_producao_sustentavel_e_valorizacao_cultural.jpg

Em visita ao povo Puyanawá Lourivam Marques reforçou o apoio para a Produção Sustentável e Valorização Cultural (Foto: Assessoria Seaprof)

A produção agrícola é prioridade para o governador Tião Viana, e a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) tem o desafio de consolidar a agricultura familiar do Estado. Na última semana se iniciaram no Vale do Juruá ações de fortalecimento da economia como a destoca e a mecanização agrícola para ampliar a produção de grãos, a recuperação de ramais, a construção de tanques para produção de peixes e o plantio de dois mil hectares de açaí.

O coordenador de Cadeias Produtivas, Edivaldo Pinheiro, e o secretário Lourival Marques, acompanharam o início das atividades dos Programas de Desenvolvimento da Piscicultura, Florestas Plantadas e Mecanização Agrícola nos municípios do Vale do Juruá e Tarauacá/Envira. A viagem se iniciou no dia 12, a partir de Rio Branco, com destino a Cruzeiro do Sul.

O Programa Florestas Plantadas pretende transformar 400 hectares de áreas alteradas que o Acre possui em florestas plantadas de seringueiras, árvore com alto potencial produtivo e que pode gerar riqueza ,além do plantio de 1 milhão de mudas de açaí em Feijó. A atividade é desenvolvida pela Seaprof em parceria com a Secretaria de Floresta (SEF).

Marques e Edivaldo Pinheiro visitaram o Viveiro da Floresta, localizado na Ugai (Unidade de Gestão Integrada) do Jurupari, na BR-364, distante 55 quilômetros de Feijó, onde estão sendo produzidas 800 mil mudas de açaí a cada ciclo. O Programa Açaí de Feijó vai possibilitar a produção de 24 mil toneladas do fruto, o que pode resultar numa renda de R$ 12,7 milhões ao ano. Se processados, esses frutos podem gerar aproximadamente 21 milhões de litros do mais puro açaí.

O Programa Açaí de Feijó  consiste no fomento para a implantação de dois mil hectares de área plantada com açaí da região, considerado o melhor da Amazônia. “É preciso que haja alternativas de renda aos produtores familiares, e essas alternativas estão sendo apresentadas pelo governo”, disse Lourival Marques.

Ainda em Feijó, Marques acompanhou o início dos trabalhos do Programa de Fortalecimento da Piscicultura, que prevê a construção de cinco mil tanques para a criação de peixes. O coordenador, engenheiro de pesca Wallace Santos Batista, explica que está prevista a construção de 91 tanques no município.

os_puyanawas_criam_peixe_para_seguranca_alimentar_acao_da_extensao_indigena_reforca_a_producao_na_aldeia_barao.jpg

Os Puyanawás criam peixe para segurança alimentar. Ação da extensão indígena reforça a produção na Aldeia Barão (Foto: Assessoria Seaprof)

produtores_familiares_de_tarauaca_comunidade_taquari_comemoram_a_chegada_do_programa_de_desenvolvimento_da_piscicultura.jpg

Produtores familiares de Tarauacá, comunidade Taquari, comemoram a chegada do Programa de Desenvolvimento da Piscicultura (Foto: Assessoria Seaprof)

A piscicultura, aposta do governo Tião Viana para desenvolver a economia e o setor produtivo no Acre, é  uma atividade que, depois de implantada e com todo o sistema funcionando, pode gerar uma movimentação financeira de R$ 350 milhões por ano. Para consolidar a cadeia produtiva do pescado , está prevista a construção de um complexo industrial do peixe, com centro de alevinagem, fábrica de ração e frigorífico.

Lourival Marques visitou também o início dos trabalhos de construção de tanques de piscicultura na comunidade Taquari, próximo ao Rio Liberdade, em Tarauacá, onde estão sendo construídos 96 tanques. Quando começarem a produzir peixes, os tanques devem gerar renda de mais de R$ 2 milhões anuais para os pequenos agricultores da região, onde a criação de peixes é, antes de tudo, uma questão de segurança alimentar.

“Um sonho que realizo.” Com esta frase, o agricultor Francisco Rosa de Lima, o "Véio", como é conhecido, comemorou junto com o governador Tião Viana, que esteve na localidade, a construção de um tanque de mais de meio hectare de lâmina d’água em sua propriedade, localizada na Floresta do Mogno. O peixe criado no tanque vai permitir que o produtor alimente sua família e o que sobrar vai comercializar, somando a renda anual que consegue com a produção de farinha, milho e feijão.

Em Cruzeiro do Sul, na noite de sexta-feira, 15, no Teatro dos Nauas, Lourival Marques apresentou as ações previstas para o município na área de fortalecimento das atividades produtivas, dentro dos novos investimentos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá promover no Estado. Na área de fortalecimento da agroindústria, Marques anunciou a Construção da Central de Incubação do Vale do Juruá, com capacidade para chocar 25 mil ovos.

Acompanhando a agenda do governador Tião Viana, que também participou das ações na área de produção na região, Lourival Marques seguiu para Mâncio Lima, visitando obras de construção de mais tanques de piscicultura. O governador Tião Viana anunciou o início dos serviços de destoca e mecanização agrícola para ampliar a produção de grãos do município.

Visita à Terra Indígena reforça apoio à produção

A pedido do vereador Joel Ferreira Lima, liderança indígena do povo Puyanawá, Aldeia do Barão, localizada à margem direita do Rio Moa, em Mâncio Lima, com uma população de 568 indígenas, distribuídas em duas aldeias – Barão e Ipiranga -, numa área de 24.499 hectares, Lourival Marques participou de reunião na localidade, onde anunciou mais apoio para o aumento da produção.

Os Puyanawá possuem como instância administrativa a Associação Agroextrativista Puyanawá do Barão e Ipiranga (AAPBI), criada em 1988 com o objetivo de melhorar a organização da produção, representar politicamente as comunidades e tecer parcerias com órgãos dos governos federal, estadual e municipal e outras instituições da sociedade civil.

Eles plantam arroz, batata-doce, inhame e mandioca, consorciada com feijão, milho e uma diversidade de frutíferas, cultivadas nos quintais de casas. Os roçados são individuais – cada família cultiva o seu. Criam pequenos animais, como galinhas, e gado – este último em ordenamento territorial.

Através da Divisão de Extensão Indígena da Seaprof, o governo do Estado fomentou o plantio de mudas de frutíferas e essências florestais para potencializar os quintais e Sistemas Agroflorestais (SAFS), com  pagamento da bolsa de um agente agroflorestal (PGTI-Proacre), e assinou convênio com a Associação Agroextrativista Puyanawá do Barão Ipiranga (AAPBI), no valor total de R$ 201.304 mil. O plano de trabalho na área de Produção Sustentável e Valorização Cultural tem como meta a avicultura e a piscicultura, com a construção de um açude para criação de peixe, ração e alevinos, e fortalecimento da produção de farinha de mandioca.

Reforma de pastagens é tema de curso para produtores e extensionistas do Juruá

O Acre possui 1,5 milhão de hectares de pastagens cultivadas. Aproximadamente um terço desse total está  degradado ou em vias de degradação. As alternativas tecnológicas para enfrentar o problema foram apresentadas durante o curso “Técnicas de reforma de pastagens: do planejamento ao manejo da formação”, oferecido pela Embrapa Acre nos dias 14 e 15, em Cruzeiro do Sul, com atividades práticas na fazenda Boi Forte.

O secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Lourival Marques, participou da abertura da atividade, que envolveu produtores, extensionistas dos escritórios da Seaprof localizados nos municípios próximos e profissionais envolvidos no gerenciamento de fazendas. Eles puderam ter conhecimento sobre planejamento da reforma de pastagens, seleção de forrageiras, correção e adubação do solo, técnicas para preparo do solo e plantio de gramíneas, manejo de pastagens, controle de plantas daninhas e sobre o custo das diferentes modalidades de reforma.