cadeia produtiva

Governo intercede por empresários para desburocratizar transporte de madeira

O governador em exercício, Major Rocha, foi procurado nesta segunda-feira, 25, pela Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) para tomar conhecimento do risco de desabastecimento de lenha no mercado local. A matéria-prima é utilizada para alimentar as fornalhas nos mais diversos ramos industriais e muito importante para a cadeia produtiva.

Como o estado não é autossuficiente na produção de lenha, grande parte do insumo é trazido de Rondônia. Com a intensificação de operações ambientais federais na região amazônica, divergências relacionadas à medição da madeira estão prejudicando a entrada de cargas no Acre.

Major Rocha enfatizou que a dificuldade encontrada pelo setor industrial no transporte de madeira precisa ser solucionada para evitar prejuízos Foto: Diego Gurgel/Secom

“Estamos tendo várias operações dos órgãos ambientais no país e aqui no Acre temos algumas especificidades da nossa região. Infelizmente, essas operações em nível nacional aplicam a legislação baseadas em fatores que não se adequam à nossa realidade. Isso fez com que vários veículos que transportam madeira para o nosso estado fossem apreendidos e acabou gerando desabastecimento no setor industrial”, explicou Rocha.

Durante videoconferência, que contou com a participação de representantes do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e empresários, a situação foi exposta, assim como medidas para a solução definitiva do impasse.

Videoconferência contou com a participação de representantes da Fieac, Imac, Ibama, PRF e empresários Foto: Diego Gurgel/Secom

Major Rocha mostrou-se preocupado com a situação das indústrias acreanas, sobretudo devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com o governador em exercício, uma nova instrução normativa referente ao cálculo de medição será elaborada pelo Imac, de maneira que obedeça a legislação vigente e, ao mesmo tempo, atenda à realidade local. A proposta será colocada em discussão na próxima semana com os participantes da videoconferência.

“Na próxima segunda-feira, os órgãos ambientais vão sentar junto com o setor produtivo para encontrar essa alternativa que vai contemplar tanto a proteção ambiental, que é o que nós queremos, como também a garantia de que o setor industrial não tenha prejuízo como, por exemplo, o desabastecimento da lenha no estado”, pontuou.