O governo do Acre, dando continuidade ao plano de ação de acolhimento às famílias atingidas pelas enxurradas e pelas alagaçōes, se reuniu com os representantes das principais secretarias, com o Ministério Público do Acre (MPAC) e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC), na manhã deste sábado, 25, na Casa Civil, para avaliar e redefinir os caminhos que serão tomados com a população abrigada, levando em consideração a vazante dos igarapés e aumento no volume de água do Rio Acre.

Reunião para avaliar e redefinir os caminhos que serão tomados com a população abrigada. Foto: José Caminha/Secom

Estiveram presente representantes das secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), de Saúde (Sesacre), da Fazenda (Sefaz), de Planejamento do Acre (Seplan), de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) e Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC).

O coronel Charles Santos, comandante-geral do CBMAC, responsável pela coordenação dos trabalhos operacionais, em parceria com a Defesa Civil de Rio Branco, afirmou que em Epitaciolândia e Brasileia, existem pessoas que residem às margens do Rio Acre, e em decorrência deste cenário, na manhã deste sábado, as famílias atingidas começaram a ser transferidas para abrigos ou casa de amigos e familiares.

Equipes seguem auxiliando as famílias na saída das casas. Foto: José Caminha/Secom

Foi informado também que as águas de todos os igarapés no município de Rio Branco, que transbordaram com as chuvas da última quinta-feira, 23, estão baixando. Em decorrência disso, será instaurada a Operação Retorno, que consiste em identificar as primeiras famílias que chegaram aos abrigos e orientá-las a retornar para suas casas. Esse trabalho será uma parceria do governo do Estado e da Prefeitura de Rio Branco.

Coronel Charles Santos, comandante-geral do CBMAC. Foto: José Caminha/Secom

Na sexta-feira, 24, dez novas escolas foram ocupadas por pessoas vítimas do transbordamento do Rio Acre, essas permanecem nos abrigos, pois não se sabe como será o comportamento das águas do rio nas próximas 48 horas.

O procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), destacou o papel da instituição em colaboração com o governo. “Nosso objetivo aqui é colaborar com o Estado. A presença das instituições nos abrigos e alagações é fundamental para mostrar solidariedade. Dessa forma, ponho a equipe do Ministério Público à disposição para ajudar no que for preciso”, afirmou o procurador-geral.

Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), os indígenas não aldeados, presentes nos abrigos, estão sendo realocados para Escola Estadual Teresinha Miguéis, no bairro 6 de Agosto, onde estão recebendo assistência médica, segundo suas tradições. 

O governo estadual, como reforçado, está emitindo boletins com informações sobre o nível do Rio Acre, previsão do tempo e alertas à população. “Agradecemos o empenho e dedicação de todos, a colaboração do Ministério Público, a equipe da Semapi e do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental”, enfatizou Alysson Bestene, secretário de Governo (Segov).