meio ambiente

Governo avalia documento da terceira fase do Zoneamento Ecológico-Econômico

Documento de gestão territorial apresenta estratégias viáveis de execução do agronegócio e mostra principalmente que o Acre não precisa desmatar para desenvolver-se economicamente

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), está trabalhando no documento do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) – Fase III, que deverá ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano. O secretário de Meio Ambiente, Israel Milani, apresentou os dados nesta quarta-feira, 14, na Casa Civil.

Secretário Israel Milani apresentou os dados do ZEE Fase III na Casa Civil. Foto cedida

A próxima etapa, de acordo com Israel Milani, será a apresentação do documento ao Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf) e ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para validação da base cartográfica revisada. “Outro compromisso assumido pela gestão ambiental do governador Gladson Cameli é com a atualização constante do documento, passando sempre pela validação do Cemaf”, garantiu.

Os dados do ZEE – Fase III foram apresentados pela diretora executiva da Sema, Vera Reis Brown, que coordenou o trabalho minucioso dos técnicos na atualização das bases cartográficas e correção das sobreposições, usando a base do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“A ação vem mostrar e desmitificar a questão de que produção não caminha junto com o meio ambiente. Essas ações vêm nos credenciar junto a instituições nacionais e internacionais, mostrando que é possível produzir sem necessariamente desmatar. Podemos trabalhar os dois potenciais do Acre, potencializando as florestas e desenvolvendo um agronegócio com responsabilidade ambiental”, observou o chefe da Casa Civil, Flávio Silva.

Vera Reis explicou que foi realizado um planejamento executivo aplicado à metodologia de revisão do ZEE, com a expansão do período de consulta pública. “Além disso, houve a proposição de verticalização, com estudos em áreas prioritárias e complementares para o agronegócio, como o zoneamento edafoclimático e de risco climático”, complementou.