Governo apresenta sistemas de monitoramento do rio Madeira e discute ações preventivas com empresários

Com a previsão de chuva acima da média, o governo do Acre está em alerta quanto à situação da bacia do Rio Madeira, que em 2014 deixou o Acre isolado. Medidas preventivas estão sendo tomadas para assegurar a trafegabilidade na BR-364.

Nesta sexta-feira, 23, a chefe da Casa Civil, Márcia Regina Pereira, reuniu-se com empresários acreanos para apresentar as plataformas de alerta e monitoramento do clima e discutir ações preventivas caso a ameaça de isolamento se concretize.

Parceria entre o Estado e o setor privado gera segurança para segmento (Foto: Angela Peres/Secom)

Participaram da reunião gestores da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), Federação do Comércio (Fecomércio), empresários ligados ao setor de transporte de cargas e distribuição de gás, bem como gestores do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual e do Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa).

“Por intermédio do Acre, o governo federal instituiu a Sala de Crise do Madeira, que reúne gestores acreanos, rondonienses e dos demais órgãos nacional de defesa e monitoramento do clima. Na sequência, realizamos uma reunião com os empresários acreanos, e esta já é a segunda. Aqui partilhamos o comportamento das chuvas na bacia do Madeira, com o intuito de alinhar ações para que em um possível transbordamento do rio estejamos todos preparados”, salientou Márcia Regina.

De acordo com a diretora técnica do IMC, Vera Reis, a previsão para o trimestre – fevereiro, março e abril – é de chuva acima da média. Em decorrência disso, todas as medidas preventivas estão sendo tomadas para assegurar a trafegabilidade da BR-364 em uma eventualidade de inundação da rodovia, garantindo estoque e o abastecimento do Acre.

Vera observa ainda que não há como comparar o cenário atual com o evento de 2014, período em que a BR-364 foi interditada devido à enchente do Rio Madeira. “Nada se compara ao que aconteceu naquele ano, porém, como o solo está encharcado devido ao grande volume de chuvas desde novembro, todas as medidas preventivas estão sendo adotadas”, explicou.

Para o superintendente da Fecomércio, Deywerson Galvão, a parceria entre o Estado e o setor privado gera segurança para o segmento. “Juntos, podemos nos preparar para todos os cenários e alinhar ações.”

Medidas preventivas

Técnicos da ESBR, Dnit e Defesa Civil do Acre e Rondônia, no início do mês, durante vistoria aos pontos da BR-364 que serão elevados(Foto: Maria Meirelles/Secom)

O projeto de elevação dos pontos vulneráveis da BR-364 foi aprovado recentemente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) e será iniciado pela Energia Sustentável do Brasil (ESBR), empresa que administra a Usina Hidrelétrica de Energia de Jirau.

O Acre também solicitou que todos os alertas de enchentes sejam divulgados em um prazo mínimo de sete a cinco dias, para que o plano de contingência do Estado possa ser posto em prática. Outra solicitação foi de que um alerta seja acionado por Jirau, caso a lâmina de água do Madeira esteja a 30 centímetros de atingir a rodovia.

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