Escola Glória Perez desenvolve projeto para lembrar o Dia da Consciência Negra

A escola de tempo de integral Glória Perez desenvolve, sob a coordenação do professor Marcos Dhemuthy, da disciplina de Artes, o projeto Na Minha Pele para lembrar e o Dia da Consciência Negra, evento comemorado no dia 20 de novembro.

De acordo com o professor Marcos, o projeto trabalha com a fotografia, a pintura e com a ancestralidade por trás das pinturas africanas e suas misticidades. “O projeto também trabalha a questão da autoestima dos alunos e o respeito pelas diferenças, já que os alunos foram fotografados com os padrões das pinturas africanas”, destaca.

Estudantes foram fotografados com os padrões das pinturas africanas. Foto: cedida

O projeto leva esse nome porque é inspirado no livro Na Minha Pele, do ator e escritor Lázaro Ramos. “O nome do projeto leva em conta também a observação do cotidiano e do tom da pele dos estudantes, suas particularidades e traços que acabam por compor a sua fisionomia”, explicou o professor.

A ideia de realizar a ação nasceu da observação das turmas de primeiro e terceiro anos do ensino médio, do comportamento dos estudantes e do olhar sobre a autoestima destes. “A partir desse projeto podemos combater o preconceito e o bullying e promover o respeito às diferenças”, disse.

Culminância do projeto é desenvolvida com exposição fotográfica no pátio da escola. Foto: Stalin Melo/Arquivo SEE

A culminância do projeto acontece com a exposição de fotografias no pátio da escola para que toda a comunidade, além dos próprios alunos, possa apreciar. No ano passado, explica o professor Marcos, foi desenvolvido um projeto com as bonecas Abayomis. “Este ano, observei que as pinturas corporais da cultura afro eram um tema interessante e que casaria bem com a fotografia”, disse.

A escola, juntamente com o corpo docente, tem sempre desenvolvido temas relacionados à cultura negra. No dia 20 de novembro, inclusive, é realizado o acolhimento dos alunos com essa temática. “No ano passado, por conta da pandemia, não desenvolvemos ações presenciais, mas nos anos anteriores foram feitas rodas de conversa, bate-papos e lives sobre o assunto”, frisou o professor.

 

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