Gladson Cameli enfrenta a maior crise humanitária da história do Acre

Nenhum outro governador acreano teve que enfrentar tantos problemas graves simultaneamente como Gladson Cameli. A segunda onda da Covid-19 colocou todo o sistema de saúde do Estado próximo ao colapso. Para complicar ainda mais a situação, um surto de dengue sem precedentes está vitimizando milhares de pessoas. Assim a pressão sobre os hospitais públicos aumentou demasiadamente e o governador já declarou à imprensa nacional que tem recursos apenas para mais três meses para manter o custeio da saúde no Estado.

Por outro lado, os principais rios acreanos transbordaram e mais de 100 mil pessoas estão sofrendo as consequências. Milhares de desabrigados, patrimônios destruídos e prejuízos incalculáveis para a população. Um problema que tende a se agravar quando as águas baixarem, com as enfermidades oportunistas como a leptospirose, entre outras. O rescaldo das enchentes será um outro grande problema para a saúde pública e a economia. A reconstrução para a volta à normalidade nos municípios atingidos pela cheia terá um preço enorme.

Para completar o quadro caótico do Acre, centenas de imigrantes estão refugiados em Assis Brasil à espera da abertura da fronteira do Peru para poderem voltar aos seus países. Uma crise migratória com altos custos para os cofres públicos e consequências humanitárias imprevisíveis.

Mesmo assim, diante de uma situação apocalíptica, Gladson Cameli tem se mantido sereno e ativo para dar conta de achar soluções que minimizem o sofrimento da população. Ele está enfrentando todos esses problemas de frente, sempre presente e ao lado das pessoas. Gladson sabe que o Acre sozinho não pode dar conta de resolver todas as demandas. Assim tem pedido ajuda ao Governo Federal e à Bancada de deputados e senadores. Não existe outro caminho que não seja a união para vencer tantos desafios ao mesmo tempo.

Mas mesmo assim alguns personagens do Acre insistem em politizar a pior crise humanitária da história do Acre. Oportunistas de plantão, ao invés de se unirem aos esforços de socorrer a população, preferem tecer críticas fáceis, visando às próximas eleições. Esse caminho só deverá trazer ainda mais sofrimento. Está na hora de se esquecer a política e empreender todos os esforços para o bem comum. Salvar vidas é a prioridade.

As ambições políticas devem ser esquecidas nesse momento. Não existem “salvadores da pátria” numa situação tão grave que coloca a vida de milhares de pessoas em risco. Só a união entre todas as pessoas que amam o Acre poderá gerar um resultado positivo para minimizar tantas tragédias humanas ao mesmo tempo. As entidades públicas devem trabalhar em conjunto, além de egos e vaidades. Os nossos políticos precisam se aliar além de questões ideológicas e partidárias para socorrer aqueles que mais precisam.

Sobretudo, é preciso que a população colabore. Definitivamente não estamos vivendo um momento de normalidade. Mas muita gente continua se aglomerando, fazendo festas e não seguindo as recomendações da OMS para evitar o contágio da Covid-19. Usar máscaras e higienizar as mãos são ações simples que revelam o amor próprio de cada um e ao seu semelhante.

Nelson Liano é diretor de Comunicação da Secom