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Estado participa de projeto de conservação de florestas e redução de emissões de CO2

Com o intuito de combater as mudanças climáticas, proteger as florestas e melhorar os meios de vida das pessoas, a Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF) foi criada nos anos 2000, sendo uma colaboração única e subnacional de 38 estados e províncias de 10 países, entre eles o Brasil.

A parceria abrange toda jurisdição para o desenvolvimento de projetos com viés de baixas emissões de carbono, conectando essas iniciativas com o financiamento público e privado.

Neste mês, será escrito um novo capítulo dessa história de desenvolvimento, com o projeto do Fundo de Inovação do GCF, denominado “Janela B”, no qual o Estado participará do edital que consiste em apoiar iniciativas jurisdicionais estratégicas para lograr transformações que promovem a redução do desmatamento em paisagens florestadas e fomentando a valoração dos produtos da sociobiodiversidade. Isso permite ao Estado a implementação dee componentes-chave de sua estratégia e alcance de reduções nas emissões de carbono, conforme a Lei do SISA (Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais) que é microssistema jurídico de desenvolvimento econômico do Acre e pioneiro em nível mundial.

A Janela B é gerenciada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pertencente à Organização das Nações Unidas (ONU) e financiada com recursos do governo da Noruega. Foto: divulgação

O projeto vem sendo desenhado pela Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais do Estado do Acre (CDSA), órgão ligado à Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (SEICT); o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC); e pela Earth Innovation Institute (EII), financiado com recursos do governo norueguês. A iniciativa é gerenciada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pertencente à Organização das Nações Unidas (ONU) que tem por mandato promover o desenvolvimento e erradicar a pobreza no mundo.

O SISA+ foi inciado em 2018 e teve como principais ações realizadas o desenvolvimento do programa Isa Sociobiodiveersidade, Programa Isa Regulação do Clima, prospecção de negócios de ativos ambientais e comercialização de produtos de baixas emissões, tendo como proposta inovadora a Feira Virtual Sisa +, que ajudou mulheres empresárias rurais a venderem seus produtos durante a pandemia – o site continua ativo mesmo após o afrouxamento das medidas de isolamento social.

Produtora rural de baixas emissões de carbono. Foto: cedida

“A possível captação de recursos nessa nova oportunidade que o PNUD está nos dando é essencial para que sejam aprimorados ciclos de geração de valor, conectando mercados já prospectados de negócios ambientais. As atividades desenvolvidas na Janela A nos permitiram apresentar resultados concretos a empresas privadas com interesses em produtos fabricados em cadeias ecossistêmicas”, conclui José Gondim, presidente da CDSA.

Iniciativas que visam a cultura de produção de baixas emissões de carbono aliada às pautas ligadas à minorias e apoio às mulheres mostram-se um ótimo recurso para governos aliarem o desenvolvimento de seu povo com capacitação e incremento na economia através de aditivos ambientais, com valores ultrapassando muitas vezes a casa dos milhões de dólares. Na gestão do governador Gladson Cameli o tema vem sendo tratado com especial cuidado e seriedade, visando não apenas o presente, mas um futuro melhor para as próximas gerações.

Produtos feitos pela Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais Unidas por Liberdade, Humanidade e Amor (Amuralha), um assentamento voltado para a prática da bioeconomia, baixas emissões, ativos ambientais e de gênero. Foto: Mauro Tavernard.

“Vamos dar continuidade ao projeto que já iniciamos nos últimos dois anos, com muitos pontos a serem desenvolvidos, entre eles o fortalecimento das cadeias produtivas para o fechamento de negócios com viés de baixas emissões. O intuito é fortalecer a participação da mulher empresária rural na economia, através da plataforma Sisa+ (site de venda online) e capacitação delas no processo produtivo, dentre outros“, explica Elsa Mendoza, representante do EII no Estado do Acre.

Para a bióloga e diretora técnica da CDSA, Rosangela Benjamin, “o projeto tem um viés de interseção de gênero a partir da autonomia econômica da mulher e jovens se preparando para alcançar no futuro próximo mercados nacionais e internacionais, valorando os produtos e serviços ambientais, conjugando desenvolvimento , qualidade de vida e conservação ambiental”.