Escola de Ensino Infantil de Brasileia é finalista do Prêmio Gestão Escolar 2009

Campanha Lixo na lixeira e incentivo à leitura fazem da escola uma candidata para o prêmio

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Aos 5 anos, Tamires lê para os colegas de classe (Foto: Eunice Caetano/Assessoria SEE)

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Sarau de poesia ajuda na formação das crianças (Foto: Eunice Caetano/Assessoria SEE)

À sombra de uma árvore no fundo da Escola Os Pastorinhos, em Brasiléia, Maria Tamires Henrique, de 5 anos, lê um livro de estórias infantis para um grupo de alunos da sala dela. Tamires conta que além das atividades da escola, quando chega em casa, a mãe, uma empregada doméstica, passa mais exercícios para ela. "Tinha preguiça de ir para a escola de manhã. Agora já acordo pensando no que vou aprender com minha professora e minha mãe aprendeu na escola que tem que me ajudar a desenvolver", relata Tamires.   

A escola ainda não é alfabetização, mas graças a projetos de leitura, sarau de poesias, a maioria das crianças da escola também já sabe ler e sabe a importância de manter a escola limpa. Lá é desenvolvida a campanha "Lixo na lixeira, escola no capricho". Os 26 anos de história da escola também foram resgatados por meio de pesquisa dos alunos .  

Todos os projetos fizeram da Escola Os Pastorinhos, ficar novamente entre as dez finalistas do Prêmio Gestão Escolar 2009. A escola, fundada em 23 de novembro de 1982, é o orgulho de pais, professores, alunos, funcionários e da direção.

A diretora Jeane Amaral, conta que todos os projetos foram desenvolvidos a partir da realidade da comunidade escolar. Jeane explica que as crianças são de famílias pobres que não têm acesso á livros e a escola só tinha os livros didáticos. "Conseguimos recursos por meio da Lei de Incentivo à Cultura para compra de 3.200 exemplares da literatura infantil e os alunos se apaixonaram pelas estórias, pelo mundo mágico da literatura. O que os levou a aprender a ler mais rapidamente", conta a diretora. Quanto ao lixo :  "percebemos que todo papel que os alunos pegavam, jogavam no chão. Então o projeto de lixo na lixeira, educa os estudantes e leva também essas noções para a casa e a comunidade dele". 

E a campanha do lixo, já ultrapassou os muros da escola: O vendedor Jorgean Santos, pai da pequena Marilete, de 4 anos, conta que além de já escrever  o nome dela e de todos da casa, Marilete  corrige os pais se eles jogarem lixo fora da lixeira. "Ela ensina que todo o lixo só pode ser jogado na lixeira para manter a limpeza da escola e da casa", conta orgulhoso o pai. "E as professoras a direção sempre incentivam a gente a cobrar tarefas e acompanhar todo o desenvolvimento das crianças", completa.

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Campanha para jogar lixo na lixeira garante manutenção e limpeza da escola, e conscientiza estudantes (Foto: Eunice Caetano/Assessoria SEE)

A parceria entre a escola, pais e a comunidade se fortalece  também por meio da participação ativa dos pais na vida escolar. As reuniões são freqüentes e em caso de falta dos alunos, uma equipe da escola vai até a residência da família, acompanhar cada caso. "Sabemos que a educação não se faz só na escola ou só em casa. Então precisamos manter esta parceria constante com os pais", relata a professora Maria das Neves, que dá aulas há 21 anos na escola Os pastorinhos.  

A funcionária mais antiga da casa, a auxiliar de serviços gerais, Josefa Dantas, conta que agora as instalações da escola são bem melhores e a administração é responsável pelo sucesso da escola. "Uma direção bem presente, que resolve os problemas do dia a dia rapidamente. Não falta nada. Meus filhos aprenderam a ler com sete anos, mas minha neta que estuda aqui já sabe ler com cinco anos. Acho que daqui vão sair governadores, juízes, médicos e pessoas muito importantes para a história do Acre", conclui Josefa Dantas, da escola Os Pastorinhos, do Bairro Eldourado em Brasiléia.

 

Assista ao vídeo da escola candidata:

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