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Escola cívico-militar de Cruzeiro do Sul dá início às atividades do governo federal

Programa foi implantado oficialmente na Escola Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal, nesta quinta-feira, 27, durante cerimônia de Formação.

A Escola Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal, em Cruzeiro do Sul, um dos municípios mais ocidentais do Acre, iniciou nesta quinta-feira, 27, as atividades do programa do governo federal do sistema cívico-militar, que pretende promover a melhoria na educação básica. A implantação do novo sistema foi durante uma cerimônia no pátio da escola, com a presença de autoridades locais, pais e equipe gestora civil e militar.

Com a nova nomenclatura, a instituição ofertará vagas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e 1º ao 3º do ensino médio, totalizando 938 alunos matriculados. A escolha da escola foi feita pelo fato de a mesma atender aos critérios estabelecidos pelo sistema, como situação de vulnerabilidade social e baixos índices de desenvolvimento da educação básica.

A escola preparou a recepção dos alunos nesta quinta-feira, 27 Foto: Onofre Brito

A diretora Rosa Lebre e toda equipe recepcionaram os alunos com tapete vermelho, dando as boas vindas aos alunos. “Parece clichê, mas unidos seremos mais fortes. Vamos fazer a diferença na educação local. Conseguiremos com muito trabalho, disciplina, respeito de todos: equipe civil – militar da escola, professores, alunos, pais e comunidade”, pontuou Rosa.

“Muda a questão das normas de condutas, que serão cobradas intensificadamente em virtude dos problemas sociais, indisciplina, buscando resgatar os princípios morais e cívicos. Essas normas ficam por conta dos nossos monitores militares e os professores civis trabalharão a parte pedagógica através de novas metodologias de ensino”, disse o capitão Eduardo Moura, gestor militar da escola.

Entre os alunos, Wesley Teixeira comentou que a novidade está sendo encarada com muita expectativa. “Eu estava muito ansioso, aposto num bom estudo, principalmente nós, alunos do Ensino Médio, precisamos ter uma boa formação”, ressaltou o estudante.

O Programa foi implantado oficialmente na Escola Madre Adelgundes Becker, nesta quinta-feira, 27 Foto: Onofre Brito

De acordo com Ruth Bernardino, coordenadora do Núcleo Estadual de Educação do município a implantação do colégio cívico – militar no segundo distrito da cidade é um sonho do governador do Estado, do Secretário de educação e da comunidade. “Foi dada a largada e hoje iniciou a semana zero, onde os alunos aprendem os comandos de ordem, as normas e toda disciplina necessária para a excelência desse projeto. Foi lindo e emocionante de ver. A mudança é notória neste primeiro momento e vai refletir no sucesso da aprendizagem destes alunos”, destacou Ruth.

Sistema cívico-militar

Em dezembro de 2019, o governador Gladson Cameli publicou no Diário Oficial, a lei que institui o programa das escolas cívico-militares na rede pública de educação básica do Acre.

Segundo a publicação, o programa das escolas cívico-militares é executado por meio de ato normativo conjunto, formulado pela SEE e pelos órgãos militares. No § 2º as atividades que compõem o programa são definidas, supervisionadas e coordenadas pela SEE que atuará em conjunto com um servidor do órgão militar indicado pela chefia do comando gestor dos órgãos militares.

A escola oferece vagas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e 1º ao 3º do ensino médio, totalizando 938 alunos matriculados Foto: Onofre Brito

A intenção do governo é montar essa parceria em escolas recém-inauguradas ou com alto índice de evasão escolar, baixo desempenho acadêmico, alto índice de violência e localizadas em área de vulnerabilidade social.

O documento estabelece também como as escolas definidas com essa parceria são geridas. O diretor escolar é indicado pelo secretário de Estado da SEE e tem um mandato de quatro anos, findo o qual deve ser promovido o processo de escolha na regra insculpida na Lei nº 3.141, de 2016. Já o gestor estratégico é indicado pelo comando militar dentre os militares da reserva e tem mandato de quatro anos, findo o qual pode ser reconduzido ou substituído por outro militar da reserva para mandato de igual período.