Covid-19: um inimigo invisível que nos obriga a lutar sem armas

Covid-19, SARS-CoV-2, ou simplesmente coronavírus. Não importa o nome cientifico ou como está sendo chamado popularmente, o que todos precisam saber, já sabem. Trata-se de um vírus causador de uma doença respiratória de gravidade variável, que vai de um resfriado comum à pneumonia fatal.

Um inimigo invisível que chegou sem avisar e que está fazendo estragos no mundo inteiro colocando em xeque o sistema de saúde e o mercado financeiro também. Preparados ou não, em tempos de guerra, é preciso colocar a armadura e lutar. O que vêm fazendo as autoridades neste momento, sem poupar esforços para superar esse momento de crise. Sensível a todas as situações, o governador Gladson Cameli adotou uma postura de detentor da vida, defendendo e determinando o distanciamento social, o fechamento do comércio local a fim de evitar aglomerações e, assim, o contágio e disseminação da doença.

Estamos vivos! Mas muitos não tiveram a mesma sorte. Um preço cruel e muito caro a se pagar. Algumas pessoas ainda insistem em seguir suas vidas normalmente, basta dar uma voltinha rápida pela cidade para ver que tudo voltou ao normal. Filas em bancos, mercados sempre movimentados, pessoas caminhando nas ruas, nas praças e lojas abertas. Não é um decreto que está em jogo, é a vida. Não acreditar em algo que pode por a própria vida em risco, ou pior, de um ente querido apenas pelo fato de não o ver, realmente é não querer enxergar o perigo quase que gritante nas ruas. Um inimigo que não é detido com barreiras nem muros e que não faz distinção de raças, ideologias políticas, escolaridade e classe social. Há uma preferência com o público mais idoso, é verdade. Mas a Covid-19, SARS-CoV-2 ou simplesmente coronavírus também não é de recusar ninguém. Bobeou, dançou!

Com esse vírus não há conversa, tampouco, subornos e/ou chantagens. Se o inimigo chegar não tem para onde correr ou como se defender. Não há armas, elas ainda estão em fase de testes, lembra? O coronavírus não negocia com ninguém. Mesmo que se apresente de forma branda como em muitos dos casos, não vai querer pagar para ver, ou vai? Essa dívida quando cobrada não é parcelada, e o preço todos já sabem: a vida. A distância social é o melhor contra-ataque do momento. Se puder, fique em casa. Não por mim, mas por você e por quem realmente se importa.

Mas tenha calma porque isso não vai durar para sempre. Como a tempestade mais furiosa e assustadora, uma hora vai cessar. O momento agora é de se proteger da chuva. O prejuízo maior já está e continua sendo contabilizado diariamente nas vidas que perderam essa batalha. Diante de tantas incertezas, caos e vulnerabilidades, nos resta uma única coisa: a fé de que tudo isso vai passar com a certeza que sairemos transformados e renascidos para um novo tempo que se aproxima. Te vejo quando a chuva passar. Até lá.

Lane Valle é jornalista da Secretaria de Estado de Comunicação.