Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar completa 15 anos

Lealdade destemor e integridade serão os primeiros lemas da corporação

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5 de fevereiro: Bope comemora 15 anos de fundação (Foto: Assessoria PMAC)

A Constituição Federal diz que as Polícias Militares são responsáveis pelo trabalho de polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. Para isso ela desenvolve várias atividades específicas que são distribuídas nos mais diversos modos de policiamento. Cada atividade dessa requer qualificação específica dos policias militares que visam apenas um objetivo: a manutenção da ordem pública social.

No Acre existe, por exemplo, as companhias especializadas de Policiamento Escolar, de Trânsito, Penitenciária, Rádio Patrulhamento e o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

A Polícia Militar classifica como “Operações Especiais” todo tipo de operação que exige conhecimento especializado e equipamentos diferenciados, quer seja pelo risco de vida, quer seja pela natureza da ocorrência ou mesmo, missões inovadoras que destoam da rotina e do convencional. Na prática, a missão do Bope consiste em combater o crime organizado, controlar de rebeliões em casas prisionais, manter a ordem em distúrbios civis, patrulhamentos de alto risco e ocorrências com reféns ou com artefatos explosivos. Esses são alguns exemplos de situações que requerem criteriosas estratégias de solução.

Os policiais de um Batalhão de Operações Especiais devem desenvolver uma atuação em grupo, primada pela autodisciplina. O treinamento constante é essencial ao exercício da “pronta resposta” às ocorrências de alto risco a que o batalhão  é orientado a atender.

Histórico: da Coe ao Bope

O Bope passou boa parte de sua história como Companhia de Operações Especiais (COE). A mudança surgiu em virtude do aumento do efetivo. Em uma companhia, a quantia de policias militares não deve ultrapassar 90, número que foi ultrapassado no BOPE devido a grande necessidade de policiamentos de natureza especial no Estado.

Desde 1986, a Polícia Militar do Acre possuía um pelotão de choque que atendia as ocorrências consideradas de alto risco, no entanto, não havia policiais com capacitação diferenciada, típica de uma tropa de elite. Assim, foi criada a COE, e estruturada como uma das companhias do 1º Batalhão de Polícia, em 28 de março 1990, através do decreto governamental nº 155. Mas só foi criada de fato no dia 5 de fevereiro de 1996.

Coe & Bope

A Coe, que era uma companhia independente localizava-se em Rio Branco no conjunto Castelo Branco, onde hoje funciona agora a Companhia de Cães do Bope, possuía um efetivo de 114 policiais militares. A Companhia era divida em cinco pelotões: Tático, Choque, Florestal, Cavalaria e o Pelotão de Cães.

Atualmente sediado na estrada dias Martins, km 5, o Batalhão de Operações Especiais mantém estrutura semelhante a da Coe, e um efetivo de 114 policias sendo que, 78 deles compõem as Companhias de Choque e Tático, 30 da Companhia Ambiental e 6 da Companhia de Cães.

Companhias Especializadas

As Companhias do Choque e Tático desenrolam as ocorrências de naturezas especiais, principal atividade do Batalhão. Com duas viaturas diariamente nas ruas, atendem ocorrências de roubos com reféns e controle de distúrbio civil, além de reforçar a segurança dos presídios.

A companhia de cães treina diariamente com os 7 animais que possui, para as atividades de faro de narcóticos e controle de distúrbios civis. Todos seus policias são especializados com cursos de adestramento de cães.

O Bope tem ainda a Companhia ambiental, que tende a se tornar independente pela importância de seu trabalho.

Companhia de Policiamento Ambiental do Bope

Criado inicialmente como Pelotão Florestal, a Companhia Ambiental foi criada oficialmente no dia 28 de novembro de 1994, através do Decreto Estadual n° 720, com a missão de executar o policiamento ostensivo contra a caça e pesca ilegais, derrubada indevida e a poluição em toda a faixa de extensão territorial do Estado do Acre.

Apesar do amparo legal para ação e criação de uma Unidade dentro da Policia Militar para fiscalização de infrações ambientais, a Companhia Florestal foi verdadeiramente implantada no ano de 1997. A partir dessa data, a Companhia vem desenvolve ininterruptas atividades de fiscalização e educação ambiental em parceria com órgãos como Ibama, Idaf, Sema, Sef, Imac e Semeia.

Cursos Especiais

O curso de Ações Táticas (CATE), forma os "operadores táticos" que são homens treinados sob grandes adversidades capazes de desenvolver missões de alta periculosidade. O curso tem a duração mínima de 45 dias e é ministrado por policias que fizeram cursos de Operações Especiais e Ações Táticas em outros estados como Rio de janeiro, Pernambuco e Amazonas.

Na primeira semana de curso, conhecida como semana rústica, os policiais são submetidos aos limites de seus corpos, demonstrando a capacidade de atuar sob pressão. As semanas seguintes são de treinamentos específicos como salvamento aquático, operação com helicóptero, tiro policial militar e claro, Ações Táticas Especiais.