Angústia na alma, o inimigo voraz

Como efeito borboleta, o mundo passa por uma pandemia nunca vista antes, porém que deve ser encarada com veemência e sensatez.

No filme “Efeito borboleta” lançando em 2004, Evan (Ashton Kutcher) pode estabelecer uma analogia com o coronavírus.

A Covid-19 é conhecida desde 1960 e normalmente é responsável pela transmissão de zoonoses. exceto quando muda seu material genético. Em 2002 surgiu na China e se difundiu pelo mundo, onde infectou oito mil pessoas e causou 10% de mortes em 37 países, causando 774 mortes confirmadas. Foi responsável pela síndrome respiratória aguda grave, acredita-se que um felino tenha sido o transmissor. É o caso do SARS, outro coronavírus que forma um grupo de vírus.

Em 2012, no Oriente Médio, ressurge através do camelo transmitindo para humanos, ele se adaptou, mas com um problema: não expandiu de forma inicial, todavia matou um alto número de pessoas, foram 37% de óbitos. O vírus contaminou 2.200 pessoas. Se espalhou principalmente no Oriente Médio e matou mais de 800 no final de 2019. Vários casos de pneumonia começaram a surgir subitamente na cidade de Wuhan.

O primeiro caso da doença foi relatado em 31 de dezembro, cidade do interior do país com mais de 11 milhões de habitantes. Não sabiam ao certo o que estava ocorrendo, essa quantidade de casos indicava algo extremamente grave.

Entretanto é especulado que o início da difusão se deu em um remoto mercado de frutos do mar. Esse mercado vende de tudo, desde cobras, morcegos e outas iguarias exóticas.

A confirmação veio em 9 de janeiro de 2020, de que se tratava fato do novo coronavírus (um grupo de vírus que se parece com uma coroa). Foi questão de poucos dias para o estágio de epidemia se transformar em pandemia. A Europa logo se tornou o epicentro da Covid-19, até chegar na América do Norte e, consequentemente, no restante das Américas e do mundo.

No Amazonas a situação está precária, não há previsão de melhora. Em nosso estado foi registrado casos primeiro que o nosso vizinho Amazonas, porém com as medidas tomadas de antecipação e precaução ao novo coronavírus, está surtindo efeito no combate a esse inimigo invisível e fatal.

O Acre está reagindo bem ao vírus, graças ao trabalho do governo do Estado e o empenho dos profissionais de saúde, como também pela compreensão da população que, na medida do possível, está se resguardando na quarentena. Contudo é preciso ficar vigilante e precavido. Apesar disto, a curva vem subindo de forma acelerada. A população sabe que as medidas do governo para combater o avanço da Covid estão dando certo, agora depende de cada um fazer sua parte, só vai descobrir se de fato o negócio é perigoso quando chegar em uma pessoa próxima ao indivíduo.

Sem as devidas medidas de proteção é impossível ficar fora do alcance do coronavírus. Tem pessoas que pelo fato de serem atletas ou jovens pensam ser “super-heróis”. Os profissionais da saúde que de fato podem ser considerados salvadores, encarando na linha de frente, arriscam suas vidas para cuidar dos infectados e suspeitos. Logo tudo isso passará, é questão de tempo para que as coisas retornem à normalidade.

Odair Leal é repórter fotográfico da Secretaria de Estado de Comunicação.