Acre Solidário repassa doações às igrejas para ajudar famílias

Maria Rosalina, feliz ao receber sua cesta básica (Foto: Diego Gurgel/Secom)
Maria Rosalina, feliz ao receber sua cesta básica (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Doar: no dicionário, entregar algo a alguém. Na prática, devolver ou promover a alegria de alguém. Essa é a causa levantada pelo Movimento Acre Solidário, que encabeça uma das campanhas de arrecadação de donativos às famílias atingidas pela enchente histórica do Rio Acre, na capital. Depois de um levantamento feito pela equipe junto a igrejas católicas e evangélicas, o Acre Solidário repassou milhares de cestas básicas para a administração dos representantes religiosos, para serem entregues às vítimas da alagação.

No caso da Paróquia Cristo Libertador, localizada no bairro Sobral, cerca de 700 sacolões e outros produtos de primeira necessidade estão sendo entregues à comunidade do entorno. A paróquia atende famílias de pelo menos quatro bairros mais prejudicados pela cheia. Segundo o padre e psicólogo, Jorge Herco, a entrega pode parecer pouca coisa, mas para quem está sendo beneficiado significa tudo.

“Eu vi gente passar aqui na frente da paróquia chorando, os barcos subiam e desciam por essas ruas e isso me chocava muito. O que eu poderia dizer para essas pessoas que perderam tudo? Me vi num cenário de guerra”, comenta.

Mediante fichas de cadastro e recibos de entrega, as famílias recebem as doações. Maria Rosalina de Souza foi buscar seu sacolão neste sábado, 14. Moradora do bairro Boa União há 21 anos, ela conta que a água nunca tinha entrado em sua casa. Dessa vez não teve jeito. Mesmo aflitos com a situação inesperada, Maria explica como a vizinhança fez jus ao nome do lugar onde vive: “Fomos unidos mesmo, todo mundo se ajudou desde a hora de se retirar até a hora de voltar pra casa. Quando retornamos, só eu entre meus vizinhos tinha fogão ainda. E foi meu fogão que fez comida pra todo mundo”.

O voluntariado que faz toda a diferença (Foto: Diego Gurgel/Secom)
O voluntariado que faz toda a diferença (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Enquanto as famílias chegam, há dezenas de jovens que diariamente se engajam no exercício do voluntariado. Separando o material, fazendo visitas, acolhendo as pessoas, todos se doam de alguma forma. Silvana Pereira é uma das voluntárias. O que a motiva? Ela ressalta: “Nos momentos difíceis o que vale mesmo é ser unido, é oferecer ajuda de algum jeito. Se não pode doar com coisas materiais, doe o coração. E a gente põe o coração nisso”.

 

 

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